Quais são os efeitos da reforma trabalhista para os sindicatos

A partir de 11 de novembro de 2017, mais de 100 pontos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) foram alterados. Muitas das alterações influenciam diretamente no trabalho dos sindicatos.

Apenas alguns meses após a reforma trabalhista, os profissionais e os sindicatos já sentiram os efeitos das mudanças na CLT.  No artigo de hoje você confere quais foram as principais alterações e as influências dela no dia a dia do seu sindicato. Continue lendo o para saber mais a respeito do assunto. O corte da contribuição sindical

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de 2018, a arrecadação dos sindicatos caiu em 88% após a reforma trabalhista. Se compararmos o mês de abril de 2018 com o do ano anterior, será possível observar uma queda de 90% de arrecadação.Atualmente ainda é preciso se preocupar com uma possível extinção do Ministério do Trabalho e do Emprego (CTE) e a inserção dos assuntos relacionados em outras pastas, tais como a Economia. O quadro de funcionários

Com a queda da arrecadação, o quadro de funcionários do sindicato teve que ser reduzido. Mas não é só a demissão de colaboradores que a reforma trabalhista ocasionou. A lista ainda continua com venda de carros, aluguel de imóveis, fim de algumas subsedes e a atualização dos benefícios oferecidos. O que muda para o trabalhador

Para o trabalhador, as mudanças também são grandes. O que for acordado entre o patrão e o empregado deve prevalecer sobre o legislado, substituindo a negociação que aconteciam por meio do sindicato. Lembrando que essa medida só vale para quem tem diploma de nível superior e salário acima de dois tetos do INSS.Itens como a duração do tempo do almoço e da jornada de trabalho, registro do ponto, banco de horas individual, emenda de feriado, regime de sobreaviso, remuneração por produtividade e outros podem ser definidos com acordos. Outros pontos também sofreram mudanças. Veja alguns deles:- Demissão consensual: um acordo entre empregado e empregador para chegar a uma situação favorável para os dois lados.
Home office: um contrato deve definir quantas horas, quais equipamentos e quais atividades devem ser desenvolvidas com esse modelo de trabalho.
Férias: o período pode ser parceladas em até 3 fases.
Grávidas e lactantes: as mulheres só poderão ser afastadas de locais insalubres de trabalho com dispensa médica. Somente aquelas que trabalham com grau máximo de insalubridade poderão ser afastadas sem a necessidade do atestado.
Funcionários autônomos: esse tipo de prestação de serviço agora pode ser feita sem vínculo empregatício.
Trabalho intermitente: regimes de trabalho em que a entrega não é contínua.

O afastamento do relacionamento trabalhador-sindicato

Todas as medidas citadas acima não cooperam para que o profissional se conscientize a respeito dos benefícios de ser membro de um sindicato. Mais do que isso, as alterações contribuem para que a história de anos de luta das instituições caia no esquecimento.

Essa onda de afastamento deve ser combatida todos os dias por meio da defesa dos direitos do trabalhador de forma organizada com ações planejadas, promovendo a importância de uma associação sindical.

Confira algumas das principais ações para se adequar aos novos padrões impostos sem perder a relevância:

– Desenvolver um planejamento mais detalhado do orçamento, considerando que ele é menor.
– Divulgar conteúdos que contem a história do sindicalismo no Brasil e da sua entidade especificamente, mostrando quais foram os feitos.
– Divulgar conteúdos com novidades a respeito de novos benefícios e de alterações importantes.
– Entrevistar os associados para entender quais são os problemas deles e quais são os benefícios que gostariam de ter.
– Abrir uma linha de comunicação direta entre membros e entidades, personalizando e tornando o atendimento mais próximo.
– Disseminar conteúdos em novos canais de comunicação, tais como site, e-mail, redes sociais e sms.
– Conversar com outros sindicatos para trocar boas experiências.

Se você tem mais alguma ideia de ação interessante que já tem aplicado no seu sindicato é só escrever nos comentários.

Abra caminhos
Mesmo em situações de dificuldade é preciso manter a cabeça erguida para ter clareza e encontrar soluções práticas e benéficas. Seja o seu sindicato o agente da transformação sem perder o DNA de defesa dos direitos dos trabalhadores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *